segunda-feira, 9 de outubro de 2006

Idharos — Prólogo

Notas:
  • Esta história é, de tudo que já escrevi, a que mais se desenvolveu; a idéia é contar fatos reais por meio de uma grande metáfora, cheia de metáforas menores, emolduradas numa ficção que tenta ser verossímil, apesar de improvável, se não impossível.
  • Já tenho alguns capítulos escritos, mas o centro da trama precisa ser profundamente revisto, de forma que somente aos poucos publicarei as continuações.


Muitos contam histórias, e muitos são os relatos de que já se ouviu falar; lendas de heróis e heroínas, salvamentos milagrosos e prodígios incontáveis, povos oprimidos que se libertaram e insurreições com esperança de justiça. Algumas dessas histórias narram coisas que de fato aconteceram, e outras, nem tanto; há as que sequer aconteceram, mas seus personagens e eventos existirão enquanto forem contadas. Há também aqueles que contam tais histórias pelo puro e simples prazer de contá-las, e há os que as contam com o fim de transmitir mensagens; há um, bastante conhecido, que diz não querer levar mensagem alguma em suas narrativas, mas fala apenas pelo prazer de ser um contador de histórias.

Não é o meu caso. Faço este relato com o fim de levar a quem lê-lo uma mensagem, ou várias mensagens, de acordo com quem ler. Essas mensagens são viandantes que esperam encontrar casas que lhes abram as portas e lhes permitam entrar — que haja muitas capazes disso. A mensagem destina-se ao proveito dos que lerem; quero que lhes agrade e lhes seja útil. Mas o prazer de contar histórias não está ausente desta minha: o escrivão de que me sirvo para levar minha mensagem em forma de história escreve por prazer, bem o sei, e por isso o escolhi: aproveita a ele, e muito, também o sei, transmitir meu relato. Dessa forma, agrado a ele inclusive, e atinjo meu intento.

Apresento-me: chamam-me por vários nomes em muitos lugares, mas, na história que vos apresento, conhecem-me como Sábia Aræn, conselheira do jovem rei Kal’læ. Narrarei o que for necessário e apresentarei apenas o que for relevante para o cumprimento do meu objetivo. Talvez omita detalhes que poderíeis considerar interessantes, ou mostre aspectos que podereis considerar supérfluos — de minha parte, entretanto, mostrarei apenas o que, a meu ver, tiver (ou puder ter) significado para quem tomar contato com estes breves pergaminhos.

1 comentário(s):

Daniel. disse...

Legal, vou poder ver até onde você foi com isso! =] Já li boa parte, mas já esqueci o que li, vai ser interessante ler de novo.

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